quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Carimbó: dá uma vontade de se jogar...

No domingo, ainda na Praça do Teatro da Paz, assisti uma genuína roda de carimbó. Assim, no meio da praça!!!

Muita percussão, muito pó, sol queimando full time... Comidas, cheiros, cores, é tudo muito emocionante! Confesso que chorei ao ouvir e assistir tudo aquilo. Quando a gente vai se aproximando, vai percebendo que o carimbó é mesmo contagiante: todo mundo dança, basta não ter vergonha (coisa fácil de achar aqui: gente desprendida, desinibida!).

Uma descrição/definição que encontrei dá a idéia da coisa toda:

"A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense foi criada pelos índios Tupinambá que, segundo os historiadores, eram dotados de um senso artístico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como verdadeiros semi-deuses.Inicialmente, segundo tudo indica, a "Dança do Carimbó" era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos Tupinambá começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que , de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. Por isso contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão-de-obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal característica das danças portuguesas. Não é à toa que a "Dança do Carimbó" apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado e absorvente."

Fonte

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