No domingo, ainda na Praça do Teatro da Paz, assisti uma genuína roda de carimbó. Assim, no meio da praça!!!
Muita percussão, muito pó, sol queimando full time... Comidas, cheiros, cores, é tudo muito emocionante! Confesso que chorei ao ouvir e assistir tudo aquilo. Quando a gente vai se aproximando, vai percebendo que o carimbó é mesmo contagiante: todo mundo dança, basta não ter vergonha (coisa fácil de achar aqui: gente desprendida, desinibida!).
Uma descrição/definição que encontrei dá a idéia da coisa toda:
"A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense foi criada pelos índios Tupinambá que, segundo os historiadores, eram dotados de um senso artístico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como verdadeiros semi-deuses.Inicialmente, segundo tudo indica, a "Dança do Carimbó" era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos Tupinambá começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que , de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. Por isso contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão-de-obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal característica das danças portuguesas. Não é à toa que a "Dança do Carimbó" apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado e absorvente."

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